Briga

Vereadora de João Pessoa se envolve em briga em condomínio de luxo

Uma empresária prestou queixa na 10ª Delegacia Distrital (DD) em Tambaú, denunciando ter sido agredida fisicamente e verbalmente pela vereadora Raíssa Lacerda (PSD), em João Pessoa. Betânia Navarro contou que a vereadora adentrou o salão do prédio onde os pais da parlamentar moram e a atacou fisicamente, proferindo ameaças e palavras de baixo calão.

De acordo com a empresária, a vereadora foi tomar satisfações após uma funcionária do prédio prestar queixa contra o irmão de Raíssa Lacerda por assédio e atos libidinosos. “Estava atendendo um casal de clientes quando a vereadora entrou no salão e me agrediu, fez ameaças, inclusive de morte. Vou entrar com o processo porque preciso de uma providência”, relatou.

Em nota, Raíssa Lacerda deu uma versão diferente para o caso. A vereadora explicou que se defendeu das agressões da corretora após um desentendimento entre um funcionário da família Lacerda e funcionários do prédio. No caso, o motorista do ex-governador José Lacerda teria sido alvo de injúria racial da esposa do proprietário do prédio por não usar o elevador de serviço.

“Quando fui mostrar para a agressora a minha Lei que prevê que funcionários de condomínios devem escolher livremente o elevador que querem usar, sem sofrer qualquer constrangimento ou preconceito, ela disse que essa Lei não valia para aquele condomínio de alto padrão e partiu para cima de mim. O que fiz foi me defender”, explicou.

Na sua versão, a empresária explicou que no último dia 8 de março, o irmão da vereadora estava praticando atos libidinosos na piscina e chegou a assediar sexualmente uma funcionária do condomínio. O fato resultou em um registro na Polícia Civil por parte da funcionária, o que teria causado revolta por parte da família da vereadora.

“Eles [a família da vereadora] não respeitam as regras. Fumam nos corredores, andam molhados nos elevadores, usam palavras de baixo calão. Normalmente tem ‘quebra-quebra’ dentro do apartamento deles. Eu só quero uma providência porque o tempo do poder e do dinheiro sobre a lei já passou”, reclamou Betânia Navarro.

A advogada da empresária, Jackeline Cartaxo, explicou que foram feitos exames de corpo de delito e que a vereadora vai ser processada na esfera cível por lesão corporal, ameaças, calúnia e difamação. Raíssa Lacerda, por sua vez, informou que o funcionário da família vítima de injúria racial prestou queixa também da 10ª DD.

Briga envolvendo vereadora e empresária aconteceu no salão de um condomínio de luxo na orla de João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Briga envolvendo vereadora e empresária aconteceu no salão de um condomínio de luxo na orla de João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Nota

Após a repercussão da confusão de que foi protagonista, na noite de ontem, quarta-feira (14), em um condominio de João Pessoa, a vereadora Raíssa Lacerda,  por meio de assessoria, emitiu uma nota para esclarecer o ocorrido.

NOTA:

A vereadora pessoense, Raíssa Lacerda (PSD), afirmou ter sido agredida na tarde desta quarta-feira (14) após defender um funcionário de sua família que foi alvo, segundo ela, de injúria racial. Conforme a parlamentar, o motorista de seu pai, o ex-vice-governador José Lacerda (85), teve seu direito de transitar em condomínio na capital questionado pela esposa do proprietário do condomínio Solar Tambaú, onde reside pai da parlamentar.

“Ela se referiu ao funcionário da minha família como “negro petulante”, disse a vereadora em tom de desabafo.

Raíssa afirma ainda que uma funcionária da casa de seu pai teria sido expulsa do elevador social, sendo igualmente vítima de preconceito. Até o ex-vice-governador seria alvo de agressões verbais da vizinha que foi interpelada pela vereadora sobre lei de sua autoria que proíbe tais práticas preconceituosas. “Quando fui mostrar para a agressora a minha Lei que prevê que funcionários de condomínios devem escolher livremente o elevador que querem usar, sem sofrer qualquer constrangimento ou preconceito, ela disse que essa Lei não valia para aquele condomínio de alto padrão e partiu para cima de mim”. E completou: “O que fiz foi me defender. O resultado é que minha filha que viu a cena está internada, meu pai também adoeceu e eu estou com o braço cheio de arranhões”, disse a vereadora.

A vereadora revelou ainda que o funcionário de seu pai prestou queixa na 10 DD, onde afirmou ter sido vítima de crime de preconceito.

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