Educação/Cultura

Troféu Gonzagão 2017 faz homenagem a Geraldo Azevedo, Fábio de Melo e Abdias do Acordeon

Em uma noite de festa, com a presença de grandes artistas da música nordestina, foi realizada nesta quinta-feira (10) a 9º edição do Troféu Gonzagão. Este ano, os grandes homenageados foram o cantor e compositor Geraldo Azevedo; o grupo de instrumentistas Quinteto Violado; e o sanfoneiro Abdias do Acordeom (in memoriam). Também foram homenageados o padre Fábio de Melo e o cantor e pianista português Mário Moita. O troféu é carinhosamente chamada de “o óscar da música nordestina”.

A cerimônia aconteceu no Centro de Convenções Raimundo Asfora, em Campina Grande, e contou com as apresentações de outros grandes nomes da música brasileira como, Marcos Farias, Azulão, Chambinho, Maciel Mel, Flávio José, Antônio Barros, Os 3 do Nordeste, Cezinha e Fulô de Mandacarú Ao todo foram convidadas cerca de 600 pessoas, entre estes 180 artistas. Especialmente neste ano, os melhores momentos da premiação vão ser exibidos no dia 20 de maio, após o Jornal Hoje, na Paraíba e em Pernambuco.

O padre Fábio de Melo abriu as apresentações da noite e disse que, apesar de ser mineiro, se sente parte do Nordeste. Ele disse que a música nordestina, como as canções de São João, têm raízes religiosas. “Eu comecei minha carreira na Paraíba, em especial Campina Grande. E quando eu fui a primeira vez para Sertão da Paraíba eu reconheci em mim uma essência de Nordestino, mesmo sendo do interior de Minas Gerais”, disse o padre.

O grupo Quinteto Violado recebe o Troféu Gonzagão no ano em que completa 45 anos de fundação. “Estamos muito felizes porque essa homenagem trata de uma figura que foi muito importante na história do Quinteto Violado. A gente diz sempre que a sonoridade do Quineto Violado deve-se a leitura que nós fizemos de Luiz Gonzaga”, disse o Marcelo Melo, um dos fundadores do grupo.

Representando Abdias do Acordeon (in memoriam), o filho dele Marcos Farias recebeu o troféu e lembrou de parte da trajetória do seu pai. “Eu fico feliz hoje em está sendo reconhecido e receber esse prêmio em homenagem ao meu pai, que saiu da cidade de Taperoá, na Paraíba, e chegou ao Rio de Janeiro e conseguiu fazer com que o nordeste fosse ouvido, através dos discos que ele produziu e trouxe essa cultura”, disse ele.

O português Mário Moita fez uma apresentação misturando o forró nordestino com a música portuguesa. Esta foi a primeira vez que ele esteve em Campina Grande. “É com prazer que estou aqui esta noite, com muita alegria. Hoje tenho a sensação de que o Brasil e Portugal estão bem mais perto do que muitas vezes a gente imagina. Muito obrigado por terem me convidado para esta noite”, disse o português.

O cantor e compositor Geraldo Azevedo agradeceu a homenagem no Troféu e disse que “a nossa cultura é uma das mais ricas do planeta terra. Cultura é a alma, é a arte de um país A gente tem uma diversidade incrível. A gente exporta pra todo lugar do mundo. Esse projeto Troféu Gonzagão é feito realmente para se tirar o chapéu”. O troféu deste ano traz um vilão e uma parte da partitura da música Dia Branco de Geraldo Azevedo.

O odontólogo Ajalmar Maia, um dos idealizadores do Troféu Gonzagão, exaltou a realização de mais uma edição do evento. “Esse é um momento de confraternização entre os artistas das nossa cultura. É muito bom ver todos aqui. Eu espeço que o Troféu Gonzagão cresca mais a cada ano e continue rompendo as barreiras da Paraíba, do Nordeste e do Brasil”.

G1/Pb

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