Corrida Presidencial

Rumor sobre delação contra Alckmin faz bolsa cair quase 1% e dólar subir

Uma série de boatos sobre delações contra o presidencial do PSDB, Geraldo Alckmin, provocou grande nervosismo no mercado financeiro nesta terça-feira (07/08). Os rumores indicavam que Laurence Casagrande Lourenço, ex-secretário de Transportes de São Paulo e ex-presidente da Dersa, teria fechado acordo para dizer o que sabe. Ele poderia complicar Alckmin.

Os boatos surgiram logo após a hora do almoço. Por volta das 14h30, o Ibovespa, índice que mede a lucratividade das ações mais negociadas na Bolsa paulista, apontava alta de quase 0,5%. Tão logo os rumores ganharam corpo, o Ibovespa desabou, chegando a cravar perdas superiores a 1%. Encerrou o dia nos 80.347 pontos, com baixa de 0,87%.

O dólar, que operava praticamente estável, acabou ganhando força com os boatos e fechou as negociações cotado a R$ 3,77, com alta de 0,91. Os analistas dizem que esses movimentos serão cada vez mais comuns daqui por diante,  por causa das incertezas eleitorais. O mercado será um terreno fértil para boatos.

A equipe de Alckmin negou qualquer envolvimento dele em delações. Segundo assessores do tucano, ele passou boa parte da tarde gravando, tranquilamente, programas que serão veiculados durante a campanha de televisão. Alckmin tem declarado, reiteradamente, que não tem nada a temer em relação a Laurence Casagrande, que está preso desde 21 de junho.

A Polícia Federal vê “responsabilidade criminal” de Laurence Casagrande em fraudes nas obras do Trecho Norte do Rodoanel. Em um relatório de 113 páginas, a PF ressalta que houve desvios e sobrepreços de até R$ 131 milhões no empreendimento. O ex-secretário e ex-presidente da Dersa foi preso no âmbito da Operação Pedra no Caminho, braço da Lava-Jato em São Paulo.

Em nota enviada ao Blog, a defesa de Laurence Casagrande diz que “é absolutamente mentiroso o boato segundo o qual ele estaria pensando em fazer delação premiada”. O advogado Eduardo Carnelós afirma “que  Laurence não é delator, nem teria como se transformar em um, pela simples e contundente razão de que nunca praticou nenhum crime, e, por isso, nada teria a apresentar a respeito disso, muito menos algo que envolvesse o ex-governador Alckmin”.

O advogado ressalta ainda que, “como se já não bastasse a violência contra Laurence, que se encontra ilegal e injustamente preso desde o dia 21 de junho deste ano, a informação ‘vazada’ de que ele estaria pensando ou negociando uma delação premiada impõe ainda mais prejuízo à sua imagem, ao atribuir a ele a condição de delator, o que constitui mentira nojenta que deve ser rechaçada”.

 

 

 

 

 

 

Correio Brasiliense

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