Mundial de Clubes

Renato mantém opinião sobre CR7 e coloca Real Madrid como favorito na final

Em sua última entrevista antes da final do Mundial de Clubes contra o Real Madrid, o técnico Renato Gaúcho manteve o que falou o ano todo no comando do Grêmio. Reforçou que não irá mudar a forma do time jogar por enfrentar uma das melhores equipes do planeta e jogou o favoritismo para o outro lado. Também, conforme já era esperado, manteve a declaração de que foi melhor jogador do que Cristiano Ronaldo.

Na sala de conferências do estádio Zayed Sports City, palco da decisão, o treinador gremista afirmou que o grupo está preparado para entrar em campo às 15h de sábado (21h em Abu Dhabi). Reiterou as qualidades do Real Madrid e os jogadores que tem. Porém, defendeu sua equipe e a força de vontade para vencer. Segundo ele, o Tricolor não foi ao Mundial “para passear”.

¨O Real é o favorito por tudo que representa no futebol mundial, todo mundo conhece. A gente sabe da qualidade dos jogadores deles. Agora, o Grêmio não veio para passear. Vai honrar a camisa durante os 90, 120 minutos, se for o caso. O meu time vai suar a camisa. O Real quer muito o título, mas o Grêmio também quer. O Real é o favorito, mas precisa provar dentro das quatro linhas. Vamos fazer de tudo para o Grêmio ser campeão mundial¨,disse.

Como era inevitável devido ao tamanho do duelo, Renato Gaúcho foi questionado por se considerar melhor jogador do que o craque Cristiano Ronaldo. Enumerou virtudes do português dentro e fora de campo, mas pediu aos repórteres que observassem mais de perto suas atuações como atleta nas décadas de 1980 e 90.

¨Eu mantenho. E por isso admiro o Cristiano Ronaldo. É um grande campeão, todos os anos procura quebrar os próprios recordes. É também muito generoso fora das quatro linhas, o que eu admiro muito. Mas é muito fácil vocês, que não me viram jogar, elogiar o Cristiano Ronaldo. E repito: bato palmas para ele. Mas para saber o que joguei teriam que falar com muitas pessoas que me viram jogar também¨, discursou.

Time preparado
“Acima de tudo, é um privilégio de todos nós estar numa final do Mundial enfrentando uma das maiores equipes do mundo, com jogadores a nível de seleção. O ambiente do Grêmio é muito bom. É o mesmo do ano todo. Temos muito respeito ao Real Madrid, mas o Grêmio também tem seus méritos por estar aqui. Em uma final, tudo pode acontecer. Lógico que só um levanta a taça. Sabemos da dificuldade, mas vamos fazer de tudo para ganhar”.

Jael ou Barrios

“A gente tem um grupo. Uma hora antes vocês vão saber a escalação. O mais importante de tudo é que todos os jogadores estão preparados. Todo mundo está bem, quer jogar, mas só 11 podem começar. Quem ficar do meu lado no banco pode ter certeza que também está preparado e tem condições de atuar”.

Jogo mais importante como técnico

“Como técnico, sim. O próximo jogo sempre é o mais importante. A gente vem de uma conquista da Libertadores, de uma campanha maravilhosa. Eu já fui campeão mundial pelo Grêmio, falei o ano todo para os jogadores o quanto é bom dar uma volta olímpica. É o jogo mais importante da minha vida como treinador e é o mais importante da vida dos meus jogadores, pela possibilidade de serem campeões mundiais pela primeira vez. Já falei com eles disso”.

Renato melhor que Cristiano Ronaldo

“Eu mantenho. E por isso admiro o Cristiano Ronaldo. É um grande campeão, todos os anos procura quebrar os próprios recordes. É também muito generoso fora das quatro linhas, o que eu admiro muito. Mas é muito fácil vocês, que não me viram jogar, elogiar o Cristiano Ronaldo. E repito: bato palmas para ele. Mas para saber o que joguei teriam que falar com muitas pessoas que me viram jogar também”.

Muda o estilo?

“A gente tem todo respeito pelo Real. Agora, o Grêmio também chegou por méritos. Tem sua maneira de jogar, não mudou durante o ano todo. Muita gente achou que na final da Libertadores, na Argentina, o Grêmio ia jogar esperando o adversário, e vocês viram o que aconteceu. Pode ter certeza que vamos mostrar aquilo que mostramos durante o ano todo”.

Diferenças de 1983 para 2017

“Independe da época. Jogador tem que estar preparado para todo tipo de jogo. Se chegou ao Mundial, é porque jogou muito para conquistar a Libertadores. Cada um teve sua época. O mais importante é o jogador se preparar, e o meu grupo se preparou o ano todo. Tanto que vocês (jornalistas) falaram que jogou o futebol mais bonito em 2017. E temos que botar em prática. Procuro usar minha experiência para ajudar, mas quem entra em campo são eles (jogadores). O Real Madrid é forte, uma das melhores equipes do mundo, mas o Grêmio está preparado para enfrentá-los”.

Mais ansioso?

“Hoje minha ansiedade é maior, porque estou fora do campo. Antes era praticamente um garoto. Pensava somente em jogar e ganhar. Hoje sou treinador. Tenho que procurar resolver os problemas de um grupo todo e prepará-lo para que chegue forte. É uma conquista (como jogador e técnico) que muito poucos podem ter, acho que dá para contar nas mãos. Já conquistei a Libertadores como jogador e treinador. Agora posso ser do mundo. Mas o que penso é na felicidade do meu grupo. Vou ficar muito mais feliz vendo os jogadores dando a volta olímpica”.

Real é o favorito?

“O Real é o favorito por tudo que representa no futebol mundial, todo mundo conhece. A gente sabe da qualidade dos jogadores deles. Agora, o Grêmio não veio para passear. Vai honrar a camisa durante os 90, 120 minutos, se for o caso. O meu time vai suar a camisa. O Real quer muito o título, mas o Grêmio também quer. O Real é o favorito, mas precisa provar dentro das quatro linhas. Vamos fazer de tudo para o Grêmio ser campeão mundial”.

Dentro de campo, são 11 contra 11

“Nós, treinadores e jogadores, levamos muito a sério. O que a gente procura falar 11 contra 11 não é só qualidade. Se a qualidade se juntar à vontade, se torna um time praticamente imbatível. Vai vencer a equipe que tiver mais vontade. Tem gente que gosta de jogar com a bola nos pés. O meu grupo tem qualidade e vontade de sobra. Se o Real Madrid pensar e entrar desta forma, eles são favoritos. O que vale, acima de tudo, é a vontade de ganhar”.

Estilo implantado no Grêmio

“Eu procurei implantar um futebol ofensivo, com toques rápidos, muita confiança, sem medo de errar. Falo para eles (jogadores) jogarem livres, leves e soltos, mas com responsabilidade. Não adianta colocar muita coisa na cabeça dos jogadores e daqui a pouco não conseguem jogar. Foi dessa forma que comecei a trabalhar meu grupo desde o ano passado. Temos praticado um futebol bonito. Uma equipe ser elogiada no país todo é que tem dado muito certo”.

Melhor que Zidane?

“São posições diferentes. O Zidane é um cara que provavelmente não me viu jogar, mas eu vi ele. Jogava muito mesmo e tem sido um grande treinador também, dentro e fora de campo. Apesar de que meu estilo fora é muito diferente dele, queria ser mais tranquilo como ele. Inclusive nos tirou um título mundial. Mas com aquele time que tem, não precisa de muitas mãos para fazer o que faz”.

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