Política Paraibana

Presidente do PSDB da Pb afirma que a “realidade não condiz com números apresentados pelo governador”

O presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro, diz que os números da segurança pública apresentados pelo Governador Ricardo Coutinho (PSB) devem ser vistos com cautela e até desconfiança. Para ele, podem existir por exemplo casos de subnotificação de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI).

“São números que não condizem com a sensação de insegurança vivida nas ruas pela população. Que não batem com a realidade, com as informações diárias de roubos, homicídios, latrocínios, explosões de banco e toda sorte de crimes que vemos noticiados nas rádios, TVs e jornais do Estado. Tenho dúvida se o governador apresentou realmente os números da Paraíba ou de um Estado fictício”, afirma Ruy.

O líder político também diz que além da própria população não acreditar nessa “realidade fabricada”, é importante que se ouça também a força de trabalho que atua na segurança pública do Estado, os policiais civis e militares.

“O governador não pode convocar uma coletiva, disparar números com aquele ar senhorial e todo mundo achar que é isso mesmo. Tenho certeza que aquele policial que recebe um salário indigno, que não tem condições de trabalho e que sai às ruas vulnerável, sem coletes à prova de balas, não concorda com esta ficção criada por Ricardo Coutinho”, provoca.

Ruy também diz que é muito conveniente para o governador defender que a segurança pública melhorou na Paraíba mas piorou em João Pessoa e Campina Grande, municípios administrados por seus adversários políticos, Luciano Cartaxo, na capital, e Romero Rodrigues, em Campina.

“Governador, a responsabilidade pela segurança pública é do Estado. Não se transfere. Os gestores têm feito a sua parte. Os comerciantes têm feito sua parte, a população também. O que as pessoas querem é menos fantasia e mais sinceridade para que a sua gestão assuma as dificuldades e o momento delicado da Paraíba na segurança pública. Um governador de Estado não pode fazer deste tema uma arena de disputa política”, concluiu.

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