Crime Ambiental

O ‘silêncio’ da ONU e de ONGs sobre derramamento de óleo no NE

O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais hoje para alfinetar a Organização das Nações Unidas (ONU) e as organizações não governamentais (ONGs) que atuam em causas ligadas ao meio ambiente. No Twitter, o Presidente disse que o governo brasileiro está procurando os responsáveis pelo espalhamento de óleo que atingiu 139 praias brasileiras e criticou uma suposta falta de engajamento das entidades.

“Desde 02/setembro nosso governo busca identificar os responsáveis pelo derramamento de petróleo nas praias do Nordeste. Estranhamos o silêncio da ONU e ONGs, sempre tão vigilantes com o meio ambiente”, escreveu. Ao longo da semana, o presidente já havia declarado ter “quase certeza” de que o petróleo tem origem em um “ato criminoso”, embora essa suspeita ainda não tenha sido confirmada.

O material identificado até agora em amostras tem a “assinatura” do petróleo da Venezuela, ou seja, a composição da borra é de origem venezuelana, segundo estudos da Petrobras e da Marinha. Na quinta-feira, dia 10, a Marinha também informou que está cobrando esclarecimentos de 30 navios-tanque de dez diferentes bandeiras que transitaram nas proximidades da costa entre Sergipe e Rio Grande do Norte nos últimos meses.

As principais organizações do setor só fizeram essa semana manifestações sobre o tema. O Greenpeace, por exemplo, publicou no próprio Twitter fotos das manchas no litoral brasileiro e apenas fez críticas, dizendo que a situação demonstra “demora” das autoridades em identificar a origem e mitigar os impactos do petróleo.

Por sua vez, a WWF fez algumas postagens vazias no Twitter com fotos e reportagens que mostram os impactos do derramamento de petróleo sobre a vida marinha e as atividades econômicas nas regiões atingidas. A WWF também vinha fazendo uma campanha nas redes sociais contra a exploração de petróleo nas proximidades do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, no Sul da Bahia.

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