Opinião

O roto e o esfrangalhado: O crápula que não impõe limites à sua ousadia (Veja o Vídeo)

“De tanto ver triunfar as nulidades; … De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. ” (Ruy Barbosa)

“O roto a rir-se do esfrangalhado” é ditado popular em Floripa, que ouço desde minha tenra infância. Até aí, vá lá.

O inconcebível, entretanto, em países sérios e civilizados, é ver-se um criminoso, condenado em três instâncias judiciais (nas demais democracias ocidentais, para dormir atrás das grades basta a condenação em primeira instância) dando, sistematicamente, entrevistas à imprensa para acusar e ofender autoridades legítimas e honradas, juízes, procuradores e todo o sistema judiciário. Isto só neste país psicodélico é possível. Aí, parafraseando o ditado de Floripa, trata-se de o bandido (o roto) a rir-se dos honrados e da honradez.

Assistam a um trecho da entrevista do presidiário de Curitiba, que disponho abaixo, para se sentir toda a insolência deste indivíduo de repugnante caráter. Até a própria prisão ele atribui à sua vontade soberana e não a um imperativo da Lei.

Este crápula não impõe limites à sua ousadia, ante a hesitação das autoridades judiciárias de tratá-lo como ele deve ser: um presidiário. Parafraseando J. R. Guzzo que disse “Ladrão é ladrão”, eu afirmo “Presidiário é presidiário”. Sem exceções, ou privilégios.

Presidiário significa ter muitos direitos constitucionais suspensos, como o de ir-e-vir (este é obvio), de candidatar-se e eleger-se e, finalmente, de ficar mandando recados públicos à sua militância e ofendendo autoridades e o Judiciário. Mesmo este Judiciário, com tantos canalhas togados nas altas Cortes /1/, /2/, como instituição de Estado merece respeito. Tanto mais respeito de um condenado por muitos crimes, todos com fortes lesões ao bolso do trabalhador contribuinte.

Vivêssemos em uma verdadeira democracia e o mesmo direito de entrevistas deveria ser concedido a bandidos como Fernandinho Beira-Mar, Marcola e outros que, de resto – como já expus em textos anteriores – são bem menos nocivos à sociedade do que o ‘Princeps Corruptorum’, o Grande Canalha, Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas, nesta democracia meia-sola, os direitos não são equitativamente distribuídos e, por isso, Beira-Mar e Marcola – hoje encarcerados em prisões federais e incomunicáveis – não podem aparecer em entrevistas difamando juízes, procuradores e policiais que o encarceraram em nome da Lei e divulgando senhas para as organizações criminosas que chefiam.

Marcola e Beira-Mar não podem levar senhas, através de entrevistas, às suas organizações criminosas. Mas Lula as pode enviar, por suas entrevistas, à sua organização criminosa, o PT.

O leitor inteligente, não irremediavelmente comprometido pela Imunização Cognitiva /3/, certamente não concluirá que estou defendendo o direito de bandidos, tipo Marcola e Beira-Mar, darem entrevistas a seus públicos. Não é isso, bem ao contrário. O que estou defendendo é que a restrição a entrevistas deve ser universal e extensa a todos os bandidos encarcerados pela Justiça, inclusive Lula. É assim que se procede nas democracias ocidentais e o Brasil não deve ser exceção.

Caso esta regra não seja geral – como se vê agora – está-se criando mais um privilégio odioso, mesmo neste país dos privilégios, dos quais o mais execrável é o Foro Privilegiado para políticos corruptos, entre outras excrecências nacionais.

O que ofende a consciência cidadã do brasileiro sério é esta aparição pública e frequente do Grande Canalha, pregando aos seus cúmplices e fiéis, mandando recados e ofendendo pessoas honradas e instituições. Aí, todos os limites civilizatórios são ultrapassados.

 

 

 

 

José J. de Espíndola – JConline

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