Fórmula 1

Montezemolo revela maior arrependimento: “Não ter contratado Ayrton Senna”

O dia 1 de maio de 1994 representou o fim de uma era, com a morte do piloto tricampeão mundial Ayrton Senna na inesquecível corrida em Ímola, mas marcou também o fim dos planos do ex-presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, que negociava a contratação do brasileiro para sua equipe e tinha como objetivo de transformar a escuderia na maior potência da Fórmula 1.

Em recente entrevista à Sky Itália, Montezemolo disse que o piloto o havia procurado pouco antes do trágico acidente para negociar sua saída da Williams. Segundo o mandatário, Senna estaria desesperado para deixar sua equipe e rumar à Ferrari, principalmente por conta das mudanças nas regras da FIA quanto aos carros.

– Ele veio à minha casa em Bolonha antes do acidente de Ímola e me disse que queria dirigir para a gente a todo custo e se libertar da Williams. Nós concordamos em falar depois de Ímola, mas depois o que aconteceu? Ele queria vir para nossa equipe e eu ficaria feliz em tê-lo.

Ayrton Senna viveu dias tensos na Williams em 1994 — Foto: Getty Images

Ayrton Senna viveu dias tensos na Williams em 1994 — Foto: Getty Images

Na mesma entrevista, Luca di Montezemolo afirmou que o maior arrependimento de sua carreira à frente da montadora foi não ter contratado Ayrton Senna, que poderia ter sido “a cereja do bolo” da escuderia, papel assumido por Michael Schumacher dois anos depois.

– Schumacher entrou na história da Ferrari porque ninguém fez o que ele fez. Dois anos antes, não tínhamos o carro para vencer, e Michael veio depois de um ótimo trabalho e conseguiu fazer a diferença – relembra.

Michael Schumacher e Luca di Montezemolo em 2006 — Foto: Getty Images

Michael Schumacher e Luca di Montezemolo em 2006 — Foto: Getty Images

A Ferrari estaria cética em relação à sua decisão de contratar Schumacher na época, mas Luca di Montezemolo assinou um contrato de mais de 30 milhões de dólares por ano com o alemão. Em 2014, após 23 anos no comando da escuderia, ele anunciou sua saída da presidência tendo revolucionado o cenário da montadora na Fórmula 1.

GE

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