Meio Ambiente

Lontra albina é nova moradora da Bica

Lontra-albina-BicaO Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) recebeu, nesta terça-feira (10), um novo morador trazido pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/PB). Trata-se de um bebê lontra, encontrado na reserva biológica de Guaribas, em Mamanguape. Por encontrar-se em situação de risco, foi encaminhado à Bica e está sendo alimentado com dieta especial para carnívoros e acompanhado pelas biólogas do setor. Ainda não há previsão de quando o animal estará em exposição para o público. O animal é da espécie Lontra longicaudis (nome científico), uma das menos conhecidas no mundo, e está ameaçado de extinção em alguns Estados como Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, principalmente pela redução da mata ciliar, degradação do seu habitat e a procura por sua pele. A lontra geralmente tem sua coloração de marrom à parda, porém, a nova habitante do Parque Arruda Câmara tem a pelagem clara e, aparentemente, é albina, que é a ausência de melanina no corpo, ou leucística, que é a despigmentação de algumas partes do corpo, como por exemplo, todo corpo branco e apenas a área dos olhos com cor. A ocorrência de albinismo em lontras é considerada rara, com poucos registros no mundo. A importância de zoológicos para animais com esta característica se dá pela impossibilidade deles se camuflarem na natureza, tornando-se alvo fácil para predadores. Características – As lontras nascem cegas e passam até sete semanas reclusas dentro do ninho, ficando, nesse período, dependentes dos pais. De hábito alimentar carnívoro, seu peso varia de 9 a 15 quilos, alimentando-se principalmente de peixes, crustáceos e moluscos. Por possuírem membranas interdigitais e caudas achatadas, que são utilizadas como leme, são considerados animais semi-aquáticos, abrigando-se em tocas às margens dos rios. A lontra habita em quase todos os biomas, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Amazônia, sendo os machos maiores que as fêmeas, e sua reprodução ocorre geralmente na primavera. Outros animais – Desde o início do ano, o Parque Arruda Câmara já abrigou onze novos animais: um casal de suçuaranas, uma sucuri, uma cascavel e seis araras, todos proveniente do Parque Zoobotânico de Teresina, no Piauí, além da elefanta Lady, oriunda de um circo itinerante e que passa por um período de adaptação.

Fonte: paraiba.com.br

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