Luto

Lenda e tricampeão da F1, Niki Lauda morre aos 70 anos

Único piloto campeão mundial pela Ferrari e McLaren, o austríaco Niki Lauda, lenda da Fórmula 1, morreu nesta segunda-feira, aos 70 anos, em Viena. No início do ano, o ex-piloto teve uma gripe forte após fazer, há oito meses, um transplante de pulmão e vinha fazendo hemodiálise. Na carreira, Lauda foi campeão 1975, 1977 e em 1984. As duas primeiras pela Ferrari e a última, pela McLaren. A aposentadoria aconteceu em 1985.

A McLaren se manifestou através das redes sociais: “Todos na McLaren estão profundamente tristes ao saber que nosso amigo, colega e campeão mundial de Fórmula 1 de 1984, Niki Lauda, faleceu. Niki estará para sempre em nossos corações e consagrado em nossa história.”, dizia a publicação no Instagram.

O jornalista Celso Itiberê, especializado em Fórmula 1, lamentou a morte da lenda austríaca.

“Niki Lauda foi um dos grandes nomes do automobilismo. Imagine que ele depois do terrível acidente de Nurburgring em 1976 voltou a correr com chances de ser campeão. Só não o foi porque choveu na última prova e ele, como não estava nas melhores condições físicas, decidiu parar o carro em vez de correr outro risco de acidente”.

Em 1997 e 2005, o austríaco havia passado por um transplante de rim. Andreas Nikolaus Lauda disputou seu primeiro GP em 1971, na Áustria, pela equipe March. No início, ele chegou a pagar para ocupar o cockpit. A primeira vitória do tricampeão foi em Jarama, perto de Madri, na Espanha, em 1974, com a escuderia BRM. Ao todo, foram 25 vitórias na Fórmula 1. Sua última prova foi na Austrália, em 1985.

“Eu gostava do Lauda desde quando ele começou na March, numa época em que Mundial era dominado por Emerson Fittipaldi e Jackie Stewart. O Emerson me dizia: “Esse garoto vai longe, ele não comete nenhum erro”. Era um prazer ver o Lauda correr, porque ele era muito competitivo numa época em que o piloto e as informações que ele tinha faziam muita diferença no campeonato”.

Em 1976, Lauda sofreu o acidente que lhe desfigurou o rosto em Nurburgring, na Alemanha, quando ficou preso às ferragens e seu carro pegou fogo. Mas não apenas voltou a correr terminou naquele mesmo ano, como ficou em segundo lugar. E só perdeu o título no último GP, no Japão.

Vitória dramática em 1984

“Eu tive muitas queimaduras, mas me recuperei rápido. Aquilo demorou a passar, mas eu ainda estou aqui. E tenho que dizer: não, nunca tive medo. Eu estava nas mãos de ótimos especialistas e coloquei minha confiança neles. Sabia que aquele tempo demoraria, mas a única coisa que eu poderia fazer era lutar”, declarou.

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