Brasileirão Série A

Gol após tiro de meta, bote errado e bola aérea: o raio-x da derrota do Flamengo

Como ser campeão e disputar o título sem vencer os principais concorrentes? É muito difícil, quase impossível, como a campanha do fim do primeiro turno do Flamengo comprova. Entre os 10 primeiros colocados do Brasileiro, o Rubro-Negro tem apenas uma vitória – a conquistada contra o Vasco (1 a 0 em São Januário). O time não venceu ninguém do G6 – perdeu para o Sport, Santos e Grêmio, empatando com o líder Corinthians, fora de casa, e o Palmeiras, na Ilha do Urubu.

Os 29 pontos deixam o Flamengo muito distante do líder Corinthians – são 15 pontos de distância. Ainda mais pelo baixo número de vitórias – sete contra 13 do líder, 11 do Grêmio (2º colocado), 10 do Santos e do Palmeiras (3º e 4º na tabela). Se perdeu três vezes – menor índiice depois do invicto Corinthians -, é o Flamengo o time que mais empatou na competição (oito vezes).

A derrota para o Santos, de virada, no Pacaembu, além de representar mais uma pancada na autoestima do torcedor rubro-negro – que viu o time sair atrás e virar com bonitos gols de Éverton Ribeiro e Felipe Vizeu -, resume um pouco a campanha do Fla. O time finalizou mais que o adversário (14 a 13) e poderia ter saído com a vitória se não desperdiçasse tantas chances.

Mais tentativas a gol, maior posse de bola, tem sido receita comum, sem acompanhamento de vitória. Contra o Corinthians, por exemplo, o Flamengo finalizou o dobro de vezes – 16 contra oito do líder da competição, no empate de 1 a 1 na Arena de Itaquera. Ao fim das partidas, o discurso é parecido. Ao reclamar da arbitragem, o zagueiro Réver reconheceu as falhas do Fla.

“Não podemos ficar em cima desse lance (gol anulado) para definir a partida. A gente sabe que poderia ter vencido mais uma vez e mais uma vez precisamos nos recuperar” – disse Réver.

Houve avanço na criação das jogadas – no primeiro tempo, tabela entre Diego e Rodinei que terminou em gol perdido de Guerrero lembrou boas triangulações do time do Fla no ano passado -, o que ficou nítido, por exemplo, no gol de Felipe Vizeu, quando toques de Éverton Ribeiro e Arão iludiram a marcação santista.

O Flamengo vinha sofrendo menos com contra-ataques e infiltrações de jogadas dos adversários – que havia virado rotina no sistema defensivo do Rubro-Negro. Mas falhou feio no posicionamento ao levar um gol 11 segundos depois de Diego Alves cobrar tiro de meta. Ricardo Oliveira recebeu a bola e foi incomodado por Márcio Araújo, que bloqueou o chute, mas a sobra caiu nos pés de Bruno Henrique – Rodinei voltava para tentar o combate.

Depois de ficar com um a menos, o Flamengo tentou se defender como pôde . E terminou sofrendo gol numa tentativa frustrada de Márcio Araújo. O volante, sempre tão contestado pelos torcedores, foi infeliz na antecipação em cima de Alison, que achou espaço para chute forte no ângulo de Diego Alves.

Com um a menos, o Flamengo não conseguiu suportar a pressão do Peixe. Mas o gol saiu numa jogada inesperada. Pelo alto, atrás de Réver, jogador de 1,92m, que tem na bola aérea sua principal virtude. Entre Renê, que marcava o jogador atrás na jogada, e Réver, Ricardo Oliveira sacramentou a virada santista para desespero dos torcedores rubro-negros.

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