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Funcionários dos Correios na Paraíba fazem greve a partir desta quarta-feira (11)

A categoria está em campanha salarial de sua data base no mês de agosto. Os trabalhadores dizem que tentam negociar desde 2 de julho, mas que não tiveram sucesso na conversa com a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

“A principal reivindicação econômica é a reposição salarial e nos benefícios integrais no valor acumulado da inflação do período 01/08/18 a 31/07/19, medida pelo índice Nacional de preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Reivindicamos a reposição do índice sobre os salários das referências salariais integrantes das Tabelas Salariais dos Níveis médio e superior. E aumento real de salário no valor de R$ 300,00 linear a toda categoria”, diz a nota dos trabalhadores dos Correios.

Ainda segundo a categoria, “a proposta que a ECT apresentou, rebaixa a reposição a 0,8% de reajuste, o que corresponde a R$13,00 no salário base de carteiro; e retira direitos historicamente conquistados: exclusão dos pais do plano de saúde; redução do valor de hora-extra; redução de gratificação das férias; redução do valor pago no adicional noturno; redução de três meses de vale refeição; exclusão de várias cláusulas sociais, incluindo a que responsabiliza a empresa em acidentes de trânsito sofrido pelos empregados durante o expediente. Além da retira de direitos e benefícios, a Empresa aumenta os valores que os empregados pagam no plano de saúde e aumento o valor pago pelo funcionário no compartilhamento do vale refeição.”

O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB) relata também que “em nenhum momento o presidente dos Correios, nem membros da diretoria executiva, receberam a representação dos trabalhadores. A mesa patronal encarregada da negociação não tinha qualquer autonomia para tomada de decisão e se manteve intransigente quanto a proposta apresentada. Com isso teve fim o prazo de negociação e o ACT vigente perdeu a validade em 31/07/19. Deixando a categoria sem qualquer perspectiva de manutenção de seus direitos.”

O TST entrou nas negociações, mas não houve êxito, segundo o Sintect-PB. “Diante desse impasse, o Tribunal Superior do Trabalho – TST – entrou nas negociações na tentativa de mediar uma construção de acordo para a categoria. Propôs a prorrogação do ACT pro mais um mês, com término em 31/08/19. Durante esse período o Tribunal se reuniu com a diretoria executiva da Empresa na tentativa de elaboração de um novo acordo a ser apresentado aos trabalhadores. Mesmo com o TST os Correios se mantiveram intransigentes e não recuaram na proposta que apresentaram aos representantes sindicais. Com isso o TST tentou mais uma vez prorrogar o acordo vigente e manter reuniões bilaterais: Sindicatos, TST e Correios. Contudo, a diretoria executiva da ECT, por meio de petição em resposta ao despacho do ministro, se recusou a continuar as negociações.”

Trabalhadores entram em greve neste 11 de setembro de 2019 – Foto: Divulgação/Sintect-PB
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