Brasileirão Série A

Em jogo alucinante no fim, Atlético passa à frente, mas cede empate ao Bahia no último lance

Aos 4′ do primeiro tempo, a euforia. O gol de Matheus Galdezani dava a vitória ao Atlético até a reta final da partida na Fonte Nova, em Salvador. Mas, num intervalo de apenas 11 minutos, três gols – um deles irregular – mudaram os rumos da partida. No fim das contas, empate por 2 a 2 com o Bahia nesta segunda-feira, em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A partida começou da melhor maneira possível para o Atlético, que abriu o placar com gol de Matheus Galdezani. O meio-campista aproveitou belo passe de Yimmi Chará para completar para as redes. Depois de muita insistência, Gilberto – em condição de impedimento – , acertou belo chute e empatou o jogo. Nos acréscimos, mais dois gols: Ricardo Oliveira, aos 46′, recolocou o time visitante na frente. Quando o resultado parecia consolidado, Régis recebeu na área e fez 2 a 2.

Com o empate, o Atlético perdeu a chance de subir para a terceira posição. O time alvinegro ocupa o quarto lugar, com 27 pontos – sete a menos que o líder Flamengo.

O Bahia, por sua vez, chegou aos 17 pontos e deixou a zona de rebaixamento. O time tricolor ocupa a 15ª posição.

Sem compromissos no meio desta semana, o Atlético voltará a jogar na próxima segunda-feira, às 20h. O duelo, pela 17ª rodada do Brasileirão, será contra o Internacional, no Independência.

O Bahia, por sua vez, encara o Palmeiras nesta quinta-feira, a partir das 19h15. A partida, na Fonte Nova, vale pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. O próximo jogo do time baiano na Série A será diante do Fluminense, no Maracanã, às 19h deste domingo.

Bom começo

O início do Atlético foi o melhor possível. Logo aos 4’, o time visitante abriu o placar. Numa chegada vertical ao ataque, Chará encontrou Patric na ponta. Já dentro da área, o lateral-direito levantou para Ricardo Oliveira, que não alcançou. Na sobra, o colombiano fez bela jogada, fintou a marcação e encontrou Matheus Galdezani. O meio-campista finalizou de direita e abriu o placar.

No início do jogo, a objetividade foi a principal característica ofensiva do Atlético. Com a bola – cenário apresentado em 48% do tempo nos primeiros 15 minutos -, o time alvinegro havia trocado menos passes e finalizado mais vezes que o adversário

As saídas rápidas do Atlético contrastavam com a estratégia do Bahia, que apostava na chegada pelas pontas e em bolas alçadas na área. Vinícius, centralizado, e Edigar Junio, deslocado para a ponta desde a chegada do centroavante Gilberto, chamavam o jogo.

Aos 36’, a bola aérea dos mandantes quase deu certo. Após bela trama pela direita, Elton cruzou para Edigar Junio. Baixinho, o atacante ganhou de Iago Maidana – o jogador de linha mais alto do Atlético – e cabeceou no alto. A bola passou perto da trave defendida pelo goleiro Victor.

Emoção no fim

Na segunda etapa, o Bahia voltou a campo com postura parecida: manter a posse, procurar as pontas e, é claro, cruzar para a área adversária. O Atlético, por sua vez, mesclava saídas rápidas em contra-ataques e tentativas de prender a bola por mais tempo.

As jogadas aéreas do Bahia quase sempre procuravam Tiago. O ex-defensor do Atlético chegou duas vezes com perigo na etapa inicial. Aos 13’ do segundo tempo, voltou a assustar. O cabeceio, entretanto, parou nas mãos Victor. Apenas dois minutos depois, o zagueiro voltou a ganhar disputa pelo alto com José Welison. A bola foi para fora.

Se no ataque Tiago colocou os torcedores do Bahia de pé, na defesa não foi diferente. Aos 18’, o zagueiro tentou afastar e quase encobriu Anderson. O goleiro se esticou para colocar para escanteio.

O domínio tricolor se intensificou no segundo tempo. O time baiano tinha a bola. Entretanto, sofria para superar o bloqueio defensivo do Atlético. A estratégia do técnico Thiago Larghi era clara: recuar as linhas de marcação e mantê-las sempre compactas. No ataque, Ricardo Oliveira sofria por falta de aproximação dos meias.

Aos 32’, muita reclamação da torcida do Bahia. Após cabeceio de Ricardo Oliveira dentro da área alvinegra, a bola tocou no braço esquerdo de Iago Maidana. O árbitro Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO) não entendeu como pênalti.

O empate do Bahia saiu aos 38’. Depois de muita insistência, uma jogada de bola parada do time da casa finalmente deu certo. Mas nada de cruzamento na área. Régis cobrou falta rapidamente e encontrou Gilberto – em condição de impedimento – na ponta direita. O centroavante bateu firme, com curva, e venceu Victor: 1 a 1.

Mas nada estava perdido. Em contra-ataque preciso, Yimmi Chará encontrou um belo passe para Ricardo Oliveira. O centroavante se movimentou bem, saiu cara a cara com Anderson e passou à frente: 2 a 1. Mas o resultado não durou por muito tempo. Régis dominou na área, aos 48’, e finalizou bem para empatar mais uma vez.

 

 

 

 

 

 

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