Cidades

Contas vencidas durante greve dos bancários podem ser pagas até quinta

Fotos: André Resende/G1

Fotos: André Resende/G1

Contas vencidas, mas que não tenham sido pagas durante os 21 dias de greve dos bancários podem ser pagas sem cobrança de juros até quinta-feira (29), segundo liminar concedida pela Justiça em atendimento a um pedido do Procon-JP. A categoria retornou ao trabalho nesta terça-feira (27), já novo horário, modificado pelo horário de verão, abrindo as portas das agências das 9h às 15h.

A decisão garante aos consumidores um prazo de 72 horas após o retorno dos bancários ao trabalho para o pagamento sem ônus e o descumprimento pode acarretar multa diária de R$ 20 mil. o secretário do Procon-JP, Helton Renê, explica que a liminar reitera os direitos do consumidor. “A decisão judicial resguarda os consumidores de arcar com o ônus de uma situação em que ele não tem qualquer ingerência, como é o caso da greve, que diz respeito apenas aos bancários e bancos”, ressaltou.

Decisão
Os bancários das agências privadas, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil de toda a Paraíba decidiram encerrar a greve que acontecia desde o dia 6 de outubro. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (26) durante duas assembleias, que aconteceram em João Pessoa e Campina Grande.

Segundo o Sindicato dos Bancários da Paraíba, apenas os servidores do Banco do Nordeste (BNB) decidiram manter a paralisação.

Durante as assembleias, os trabalhadores dos bancos privados, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 10% de reajuste salarial e 14% de aumento no vale refeição e na cesta alimentação. O fim da greve foi uma orientação do comando nacional de greve, acatado pelos trabalhadores presentes nas assembleias realizadas pelos sindicatos locais.

Pauta
O movimento grevista nacional dos bancários reinvindicava um reajuste salarial de 16%, que abrangia a reposição da inflação e um ganho real de 5,7%.

Eles ainda pediam Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82, piso salarial de R$ 3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho), Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação (pagamento para graduação e pós-graduação) e vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 788 ao mês para cada.

Em relação às condições de trabalho, eles exigiam o fim das metas abusivas e do assédio moral e fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

No quesito segurança, os bancários reinvindicavam permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas e abertura e fechamento remoto das agências, com fim da guarda das chaves por funcionários.

Eles ainda queriam o fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações, além da ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que coíbe dispensas imotivadas.

 

G1

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