CPI da Lagoa

Bruno Farias: “Não tem muito o que fazer a não ser esperar sensatez da bancada do governo”

Líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), o vereador Bruno Farias (PPS) destacou que “não tem muito o que fazer” depois de a vereadora Raíssa Lacerda (PSD) decidir não assinar a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da obra da Lagoa na Casa Napoleão Laureano. Precisando de mais uma assinatura para avançar com a investigação na CMJP, Farias disse que vai apelar para o improvável ‘bom senso’ da bancada governista.

“Não tem muito o que fazer a não ser esperar sensatez da bancada do governo que apresentou três CPIs, cujos objetos estão em discussão no poder judiciário, portanto, em uma fase muito mais avançada que a fase de investigação. A bancada governista afirmou que não assinaria a CPI da Lagoa, pois a investigação estava sendo feita  pela CGU, Polícia Federal e Ministério Público. O discurso entra em contradição ao apresentar três CPIs que já estão sendo apreciadas pela Justiça brasileira”, pontuou Farias.

Na última semana, a bancada de apoio do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) deu entrada ao pedido de instalação de três CPIs. “Vou assinar todas as CPIs, esperando que alguém do governo tenha coragem. Seria muito mais honesto assinar a CPI da Lagoa, ao invés de ficar inventando desculpa como a de não assinar por ser objeto de investigação de outros órgãos”, acrescentou o vereador Bruno Farias.

“Temos de investigar tudo, não adianta colocar uma lupa para determinados assuntos e colocar uma venda nos olhos em um assunto tão grave como a obra da Lagoa, que foi objeto de escoamento de mais de 10 milhões de reais em superfaturamento”, finalizou.

Investigações

Orçada em mais de R$ 40 milhões, a obra da Lagoa é alvo de discussões. A Polícia Federal abriu três inquéritos para investigar possíveis irregularidades na execução dos serviços.

De acordo com o Ministério Público Federal, as investigações tratam da construção do túnel, desassoreamento do local e construção do muro de contenção da Lagoa.

As suspeitas sobre irregularidades na obra da existem desde que a Prefeitura de João Pessoa anunciou que retirou de dentro da Lagoa mais de 200 mil toneladas de lixo. A Controladoria Geral da União (CGU) chegou a apontar um superfaturamento de R$ 10 milhões na obra.

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