Corrida Presidencial

Bolsonaro diz que nunca cogitou volta da CPMF

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) reiterou que votou pela revogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) na Câmara dos Deputados. No Twitter, Bolsonaro destacou que a sua equipe econômica “sempre descartou qualquer aumento de impostos [..] Livre mercado e menos impostos é o meu lema na economia”.

O assunto veio à tona após o economista Paulo Guedes, conselheiro econômico do presidenciável, anunciar que tem a intenção de recriar o imposto extinto em 2007. Além de propor a unificação da alíquota do Imposto de Renda, fixando em 20% a taxa para pessoas físicas e jurídicas.

Em entrevista ao Estado de S. Paulo, Flávio Bolsonaro, filho do candidato e deputado estadual (PSL-RJ), afirmou que a palavra final na campanha é de seu pai. Flávio disse que seu pai “ouve muito o Paulo Guedes”. “Acho que eles chegam num ponto convergente, como tem acontecido direto agora”, afirmou. Ele disse também não saber se Guedes e Jair Bolsonaro conversaram previamente sobre a proposta tributária apresentada pelo economista.

O candidato ao Senado pelo Rio também declarou que não fala com Guedes “há um tempão” e afirmou que o economista “está sumido”. “Está fazendo as palestras dele.” Também minimizou a repercussão da proposta de Guedes nas redes sociais. “Ele pode falar alguma coisa que é mal interpretado; ele explica que não é aquilo, e vocês continuam acatando o negócio”, disse.

O acontecimento levou Jair Bolsonaro a pedir que Paulo Guedes e o seu candidato a vice, general da reserva Hamilton Mourão, reduzissem suas atividades eleitorais. Mourão causou constrangimento por declarações polêmicas.

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