Copa Sul-Americana

Atlético empata com o Junior em 1 a 1 e traz decisão ‘igual’ para a Arena

Na final de Copa Sul-Americana entre dois times semelhantes, o primeiro jogo terminou igual para Atlético e Junior, da Colômbia. Os dois empataram em 1 a 1 na noite desta quarta-feira (5), em Barranquilla (Colômbia). O time paranaense ainda viu o adversário errar um pênalti.

Para o jogo de volta, na Arena da Baixada, na próxima quarta-feira (12), os dois times entram em campo em condições de igualdade. O Atlético conquista o título se vencer. Se houver empate, por qualquer placar, a decisão vai para a prorrogação. Só em caso de novo empate haverá disputa de pênaltis. O gol fora de casa não vale como critério de desempate na final da competição – ao contrário das fases anteriores.

Semelhantes – Nesta Copa Sul-Americana, Atlético e Junior trazem histórico semelhante. Os dois times foram fundados em 1924. Têm estádios de Copa do Mundo – o Municipal Roberto Melendez foi erguido para o Mundial de 1986, o qual a Colômbia desistiu de sediar três anos antes. Ambos ganharam projeção nacional em seus países a partir dos anos 90. E, por fim, ambos buscam seu primeiro título internacional.

Além disso, os dois times apostam no fator casa. O Junior havia vencido todas as partidas anteriores em Barranquilla. O Atlético, por sua vez, venceu quatro na Arena (Newell’s Old Boys, Penarol-URU, Caracas-VEM e Fluminense) e perdeu apenas uma, para o Bahia – depois, venceu nos pênaltis.

Escalações – Sem problemas de lesões ou cartões, o técnico Tiago Nunes escalou força máxima e o esquema 4-2-3-1 de sempre. O Junior, por sua vez, não contava com o lateral Gabriel Fuentes e com o atacante Teo Gutierrez. Os respectivos substitutos eram German Gutierrez e Yony ‘Speedy’ Gonzalez.

Primeiro Tempo – O Atlético suportou bem a pressão do time colombiano, mas mostrou dificuldades para tocar a bola rumo ao ataque. Tampouco conseguiu fazer marcação no campo do adversário. Em vez disso, apostou nos passes longos e lançamentos, que não davam certo. A marcação colombiana tomava todas as bolas. Consequentemente, o time paranaense mal passava do meio-de-campo; levou 35 minutos para ter um escanteio a seu favor (foi o único) e não conseguiu uma única finalização. O Junior, por outro lado, também não levou perigo em praticamente nenhum lance.

Segundo Tempo – A chance que o Atlético não criou na primeira etapa surgiu logo no início da etapa final. Primeiro, Leo Pereira cabeceou com perigo, por cima. Aos 5 minutos, Nikão arrancou com a bola e serviu para Pablo marcar 1 a 0. Mas, três minutos depois, ‘Speedy’ Gonzalez empatou. E a partida voltou ao que era antes: pressão do Junior e o Atlético acuado.

Aos 15 minutos, o técnico Tiago Nunes perdeu o atacante Pablo, que sentiu uma lesão na panturrilha direita. Rony entrou como meia-ponta pelo lado esquerdo, Nikão foi para o lado direito e Marcel Cirino ficou como atacante centralizado. O jogo ficou mais movimentado. E o Atlético escapou de levar o segundo gol aos 26 minutos, depois que Rony fez pênalti em Gutierrez; Perez mandou uma bomba e acertou no travessão.

Pouco depois do pênalti perdido, Nunes reforçou a marcação, trocando o meia Raphael Veiga pelo volante Wellington. O time ficou num 4-3-2-1. Aos 41 minutos, Marcinho substituiu Lucho Gonzalez, com o time voltando ao 4-2-3-1. E o Atlético conseguiu segurar o placar até o fim, graças a duas ações do goleiro Santos.

Estatística – No jogo, o Atlético obteve 4 finalizações (1 certa), 42% de posse de bola, 85% de eficiência nos passes e 4 escanteios. O Junior conseguiu 13 finalizações (5 certas e uma na trave), 58% de posse de bola, 93% de eficiência nos passes e 6 escanteios. Os números são do Footstats.

 

 

 

 

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