Policial

Assassino do taxista em João Pessoa-Pb não tem porte de arma, diz polícia

Gustavo Teixeira, de 43 anos, assassino do taxista Paulo Damião após um desentendimento no trânsito não tinha porte de arma e, portanto, não poderia estar armado no momento do crime, informou a Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18). Conforme o delegado Hugo Helder, Gustavo tinha apenas posse de arma e ela só poderia estar na casa dele. O crime aconteceu na sexta-feira (16), no bairro do Bessa, em João Pessoa.

O crime foi por volta das 17h30, em uma rua movimentada onde fica uma escola, um supermercado e uma igreja. Um vídeo de uma câmera de segurança flagrou o momento do crime. O taxista estava manobrando o táxi na vaga dele no supermercado quando Gustavo desce do banco de passageiro de outro carro, vai até a janela do táxi e atira na vítima. O assassino foi preso na casa dele, a 50 metros do local do crime, depois de cinco horas de negociação com a PM.

“Ele tem sim uma posse de arma, o que não o dá o direito de andar armado, apenas usá-la em sua residência para proteção. Foi feita uma busca minuciosa na casa dele, por policiais militares e civis, mas ele foi ardiloso ao se desfazer da arma, a gente não sabe em que ponto, e não conseguimos encontrar nenhuma arma na residência e nos arredores”, disse Hugo.

Na perícia feita na vítima, foi identificado que a arma usada no crime seria um revólver calibre 38. Foram encontrados seis projéteis no local do crime e a polícia acredita que todo o tambor da arma foi descarregado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, foram investigadas câmeras de segurança de trechos antes do local do crime e em nenhum momento houve perseguição ou encontro entre o veículo em que estava o suspeito e o táxi. Toda a interação entre os dois se deu apenas em frente à câmera que flagrou o crime.

“Apenas naquela ocasião, perante às câmeras, que ficou constatado o encontro dos dois veículos. Eu ouvi o motorista [que levou Gustavo], que se propôs a nos ajudar e responder as perguntas. Ele foi ouvido como testemunha e relata que não houve encontro ou discussão em nenhum momento anterior ou até mesmo no momento do fato. O taxista chegou a fazer um gesto, mas isso não quer dizer que foi discussão”, explicou o delegado.

No depoimento, o motorista disse que convidou Gustavo para ir até um bar, por volta das 12h30, e que o suspeito já chegou no local com sinais de embriaguez. Neste bar eles ficaram cerca de duas horas e Gustavo tomou seis cervejas. Em seguida, eles foram para outro bar onde o suspeito tomou outras seis cervejas. Em um determinado momento, o motorista levou Gustavo para casa pois tinha outro compromisso para resolver.

Ao chegar em frente ao supermercado próximo de onde aconteceu o crime, o taxista estava manobrando o carro na vaga dele na praça de táxi do supermercado e então o motorista que levava Gustavo parou o veículo. O taxista fez um movimento como se não estivesse conseguindo estacionar e, quando o motorista ia dar a ré, Gustavo desceu do carro, se aproximou do táxi e atirou, fugindo em seguida.

com G1/pb

 
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