Educação/Cultura

Analfabetismo cai 44,4% na Paraíba

Em duas décadas, a taxa de analfabetismo na Paraíba caiu 44,43%. Mesmo assim, o Estado ainda possui o terceiro maior índice do País entre pessoas de 18 anos ou mais.

nalfabetismo-paraibaDe acordo com o Atlas de Desenvolvimento Humano, em 2010, a Paraíba apresentava taxa de 23.39%, ou seja, 607.684 pessoas adultas não sabiam ler nem escrever um bilhete simples. Entre os municípios, o destaque vai para João Pessoa, que apresenta taxa de analfabetismo mais baixa que a do País. A Capital tem 8.54%, enquanto que o Brasil possui 10.19% de analfabetos.

A cidade da Paraíba com pior taxa de analfabetismo é Pedro Régis. Quase metade da população (46.13%) com 18 anos ou mais não sabe ler nem escrever. Os municípios São José da Lagoa Tapada e Casserengue também apresentaram taxas preocupantes: 45.42% e 44.80%, respectivamente.

Segundo dados do Censo do Ibge, existem 2.597.838 de pessoas com mais de 18 anos na Paraíba. No Estado, em 1991, a taxa de analfabetismo entre 18 anos ou mais era alarmante: 42.09%. Em 2000, a taxa baixou para 30.39%, e em 2010, chegou aos 23.39%. A taxa de analfabetismo entre 11 a 14 anos é 5.39%; e de 15 a 17 anos, é 4.12%.

Cenário melhorou em todo o País

Entre o número de pessoas com 18 anos ou mais com ensino fundamental completo, a Paraíba é o 5º Estado com pior percentual: 20.56%, à frente de Alagoas (19.82%), Piauí (18.30%), Maranhão (18.24%) e Tocantins (16.70%). O cenário da educação evoluiu positivamente em todo o País. Este foi o componente que mais avançou entre 1991 e 2010 em termos absolutos (0,358) e relativos (128%).

Infelizmente, a feirante Rosemira Lima da Costa, 54, faz parte do grupo não alcançado por esse avanço. Ela conta que, por causa da infância pobre na cidade de Pirpirituba, não teve oportunidade de estudar. “Todos trabalhavam na roça, antigamente, ninguém dava muito valor a estudo. Quando vim para a Capital, tive que arranjar um trabalho que não precisasse ler nem escrever. Foi assim que eu virei feirante, há 40 anos. É muito ruim, pois não tenho nem perspectiva de procurar coisa melhor. Eu fico de olho para que nenhum dos meus oito filhos desista de estudar. Eles têm que ter um futuro. Não quero que eles vivam como eu”, disse.

Fonte: Correio da Paraíba

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