Opinião

A violência de Cid Gomes

O senador licenciado Cid Gomes (PDT) provou duas coisas ao ser baleado na quarta-feira enquanto tentava entrar em um quartel da Polícia Militar no Ceará dirigindo uma retroescavadeira.

Primeiro: é muito “macho” na pior acepção do termo. Pensa que pode resolver situações delicadas como uma revolta policial (justa ou não) com violência. Violência? Bem, é difícil considerar um avanço com retroescavadeira como algo pacífico.

Segundo: tem mais interesse em dar continuidade ao comportamento beligerante de seu irmão, Ciro Gomes (PDT), do que em criar personalidade própria.

Vale lembrar que Cid foi nomeado ministro da Educação por Dilma Rousseff (PT) em 2015. Conseguiu a proeza de ficar apenas 76 dias no cargo. Pediu demissão após discursar, na Câmara dos Deputados, contra parlamentares “achacadores”.

Pois com sua atitude violenta diante dos policiais (também violentos), Cid conseguiu o que Ciro havia prometido para Sergio Moro, caso o então juiz quisesse prendê-lo: foi recebido à bala.

 

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