Vândalos

20 viaturas de polícia são atacadas por “policiais” na noite desta quarta

As polícias Militar e Civil e Bombeiros na Paraíba fizeram a primeira paralisação de 12h nesta quarta-feira (19), mesmo com a decretação da ilegalidade da greve e durante a noite ao menos 20 viaturas foram atacadas tendo os pneus esvaziados e até rasgados. Além disso, o trio da atração principal do bloco Muriçocas do Miramar, Alceu Valença, teve os cabos dos freios cortados.

Os suspeitos também são policiais que estariam tentando impedir outros de fazerem rondas. Vídeos nas redes sociais mostram homens encapuzados, e armados, em motos sem placas, que seriam os responsáveis pelas ações.

Uma equipe da TV Arapuan acompanhou o trabalho do reboque recolhendo uma viatura na base policial de Mandacaru. Os homens que estavam em motos cortaram os pneus de mais duas viaturas do bairro dos Ipês.

Na Rua Floriano Peixoto, bairro de Jaguaribe, outro ataque foi registrado. No local os policiais não quiseram gravar entrevista.

A saída do trio que levava Alceu Valença também foi prejudicada devido à ação dos supostos policiais.

Cerca de 50 policiais que estavam dentro de um ônibus para fazer o policiamento no bloco foram impedidos de descer. O veículo foi cercado pelos manifestantes. Pouco tempo depois, os policiais militares saíram do veículo e foram levados para o Clube Cabo Branco, onde estava concentrado o outro grupo de PMs.

O secretário de Segurança – Jean Nunes, secretário de Segurança da Paraíba, afirmou que essa ação é algo grave, pois a segurança vem em um processo de conversação. “Chegar a um ponto desse de extrapolar todos os limites, com vandalismo inclusive, é uma situação que não tem como considerar normal. As providências serão tomadas principalmente contra quem vem depredando o patrimônio público. Não vamos admitir essa postura, essas atitudes só atrapalham o processo e mostra que não querem mais dialogar”, disse.

Mesmo com a decretação da ilegalidade da paralisação, cerca de 300 policiais não trabalharam na segurança das Muriçocas, o segundo maior bloco de arrasto do país. De acordo com a assessoria da PM, mais de 500 policiais teriam participado do esquema de segurança, mas a previsão era de mais de 800.

A paralisação foi encerrada ainda por volta das 23h da quarta-feira, de acordo com o presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraiba (Adepdel), Steferson Nogueira, uma das representações do Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Bombeiros, que decretou a paralisação de 12h das forças de segurança.

Apesar do efetivo reduzido, não houve nenhuma ocorrência vinda do bloco Muriçocas do Miramar registrada no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e na Central de Polícia Civil.

Greve Ilegal – No fim da tarde desta quarta-feira, o desembargador Leandro dos Santos acatou o pedido do Governo da Paraíba e declarou a ilegalidade de qualquer movimento paredista, que envolva forças policiais do Estado, sejam paralisações ou deflagrações de greve. Apesar disso, houve manifestações durante o desfile das Muriçocas.

PRF em ação – Devido à paralisação, a PRF informou que o comando de alcoolemia previsto para ocorrer na noite desta quarta-feira foi cancelado para que fossem realizadas rondas de reforço no trecho.

A PRF reforçou o policiamento durante toda madrugada para dar mais segurança para os que trafegavam nas rodovias federais, principalmente do trecho da região metropolitana de João Pessoa.

Resposta da Polícia Civil – O presidente do sindicato dos servidores da Polícia Civil da Paraíba, Antônio Erivaldo Henrique, disse que os ataques a viaturas da polícia não foram responsabilidade da Polícia Civil. Ele definiu o movimento grevista como pacífico e garantiu que o sindicato não compactua com nenhum tipo de violência.

Bombeiros – Os Bombeiros também foram vítimas de ataque. Um carro de apoio, que transportava equipamentos, teve os pneus esvaziados.

Fotos e Vídeos

Foto: reproduçãoFoto: reprodução
com paraiba.com
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